Tendências para projetos de escritórios em 2026: o espaço como centro das relações

Por muito tempo, o escritório foi pensado como um centro de operações:
um lugar para executar tarefas, controlar processos e concentrar equipes.

Em 2026, essa lógica se inverte. Na verdade, isso já vem acontecendo há alguns anos, porém agora fica muito evidente.
O escritório deixa de ser o centro da operação para assumir um papel muito mais estratégico: o centro das relações humanas.

Essa mudança não é estética, nem pontual. Ela nasce de transformações profundas no comportamento, na tecnologia e na forma como as pessoas se conectam com o trabalho.

A seguir, reunimos as principais tendências que já estão moldando os projetos de escritórios e, principalmente, o impacto direto dessas mudanças na hora de projetar escritórios.

1. O escritório como plataforma de relações, muito além das tarefas

Com o trabalho distribuído e híbrido consolidado, tarefas operacionais deixaram de depender do espaço físico.
As pessoas vão ao escritório para aquilo que não acontece com a mesma força no digital: troca, colaboração, pertencimento e cultura.

Impacto no projeto

Arquitetos e designers passam a projetar menos estações fixas e mais:

  • Áreas de encontro informal
  • Espaços que incentivam conversas espontâneas
  • Ambientes que favorecem interação visual e proximidade

O foco deixa de ser “onde sentar” e passa a ser como as pessoas se encontram.

Espaço de reunião do Escritório do McDonald’s em Chicado,EUA, fotografado em visita da CEO da RS Design, Lisandra Mascotto.

2. O escritório como experiência, não como destino obrigatório

O escritório não é mais um lugar para permanecer por obrigação, mas para estar por escolha.
Ele passa a competir com casa, cafés, coworkings e outros ambientes que oferecem conforto e autonomia.

Impacto no projeto

Isso exige espaços que entreguem:

  • Conforto físico e sensorial
  • Ambientes acolhedores, com linguagem mais próxima do residencial
  • Materiais, iluminação e acústica pensados para permanência qualitativa

O projeto deixa de ser neutro e passa a criar experiências memoráveis.

Espaço colaborativo da Thymos Energia preparado com mobiliário modular e flexível da RS Design.

3. Espaços mutáveis, com o mínimo de fricção

A imprevisibilidade virou regra, pois times mudam, formatos de trabalho se alternam e o espaço precisa acompanhar essa dinâmica sem depender de obras constantes. O mobiliário certo vira protagonista para acompanhar essa dinâmica, fazendo com que o ambiente responda às necessidades das pessoas em tempo real.

Impacto no projeto

Ganha força:

  • Mobiliário inteligente, modular e reconfigurável
  • Ambientes híbridos, sem função única
  • Layouts que se transformam com poucos movimentos

O bom projeto em 2026 não é rígido, e sim o que permanece atual ao longo do tempo.

Projeto idealizado com conceito de flexibilidade, incluindo mesas dobráveis com rodízios, cadeiras com rodízios e sofá modular. Mobiliário da RS Design.

4. Tecnologia invisível, funcional e humana

Em 2026, tecnologia não é mais protagonista visual.
Ela opera nos bastidores, simplificando experiências e reduzindo fricções.

Impacto no projeto

Isso se traduz em:

  • Menos equipamentos aparentes
  • Infraestrutura preparada para evoluir
  • Espaços mais limpos, intuitivos e fluídos

A tecnologia existe para servir às pessoas, não para se impor ao espaço. Podemos citar os sistemas automatizados de iluminação e temperatura. Além de programas e aparelhos para reservas de salas (com análise de ocupação dos espaços) e equipamentos para videoconferências, cada vez mais avançados.

5. Sustentabilidade como lógica de projeto, não como discurso

Sustentabilidade deixa de ser um atributo isolado e passa a estruturar decisões de projeto.

Flexibilidade, durabilidade e eficiência tornam-se estratégias ambientais, econômicas e sociais.

Impacto no projeto

Arquitetos passam a priorizar:

  • Materiais e produtos de longa vida útil
  • Sistemas que reduzem desperdícios
  • Soluções que evitam reformas constantes

Projetar bem também é projetar para durar.

Mais do que tendências, uma mudança de mentalidade

Tecnologia, IA e sustentabilidade seguem em pauta.
Mas, acima de tudo, está o entendimento de que somos seres sociais.

É por meio das relações, das trocas e das conexões que a inovação acontece.
E o escritório de 2026 existe para potencializar exatamente isso.

Acreditamos que projetar escritórios, hoje, é projetar para experiências humanas em constante transformação.

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