Três problemas dos escritórios que a arquitetura pode solucionar

Vamos direto ao assunto: listamos três problemas comuns aos escritórios brasileiros e que podem ser solucionados por meio da arquitetura corporativa. Confira!

Falta de privacidade e de concentração

Barulho, conversas paralelas, desconcentração e interrupções são problemas comuns à muitos escritórios, principalmente àqueles cujas plantas são mais abertas. Para a arquitetura corporativa, essas são questões bastante simples de serem tratadas devido à grande diversidade de soluções disponíveis hoje no mercado. Locais que sofrem com o alto nível de ruídos podem adotar baffles, grids, nuvens, painéis, divisores para mesas e para ambientes, e até mesmo luminárias com revestimento capaz de reduzir o ruído.

Já se a dificuldade está na falta de concentração (às vezes por barulho, mas outras tantas vezes por conta de interrupções e falta de privacidade), uma das alternativas está na instalação de cabines acústicas. Na RS Design, por exemplo, existem modelos compactos e autoportantes (que podem ser levados para outros locais) e modelos mais amplos e robustos, que oferecem ainda mais conforto.

Nesse projeto podemos observar as duas soluções em conjunto: baffles no teto e painéis acústicos na parede e, à direita, cabines acústicas.

Sobrecarga mental

O burnout está a cada dia mais presente na vida do trabalhador brasileiro e, segundo estudos recentes, atinge cerca de 30% dos profissionais em atividade no país. Os mercados altamente competitivos, a busca por desempenho, a pressão e até mesmo falhas de liderança tornam o ambiente de trabalho prejudicial para a saúde mental.

Obviamente é preciso mudar a cultura organizacional, permitindo que a gestão dê atenção a esse fenômeno e haja de forma incisiva para revertê-lo. Mas o espaço construído também pode auxiliar. Para isso, a criação de áreas de descontração (ou de descompressão como também são chamadas) são interessantes. Nesses ambientes, que perdem a essência corporativa e estimulam a diversão, a interação social ou o relaxamento, os colaboradores conseguem espairecer durante o expediente, garantindo o descanso necessário para a mente. Justamente por isso esses espaços são considerados um investimento da companhia na qualidade de vida e bem-estar das equipes.

Outro ponto que não pode deixar de ser mencionado é a biofilia. A literatura científica já comprovou que o contato com a natureza tem efeitos benéficos para os seres humanos. Por isso, trazer para dentro do ambiente de trabalho, percepções naturais como, por exemplo, plantas, água, formas orgânicas e tonalidades facilmente encontradas no meio ambiente, também contribui para o bem-estar. Aqui, a biodiversidade é quem dita as regras, já que a sensação de estar perto da natureza não fica limitada à presença de apenas um elemento natural.

Neste projeto elaborado com mobiliário da RS Design podemos ver uma forte preocupação com a biofilia. Além do painel verde ao fundo, notamos o uso de tons de madeira e iluminação direta e indireta.

Patologias físicas

Lesão por esforço repetitivo. Esse termo assusta e, infelizmente, é bastante comum. Pessoas que passam horas e horas diárias em frente ao computador podem desenvolver dores físicas bastante incômodas e que, por vezes, desencadeiam a necessidade de uma cirurgia. Entre os tipos mais comuns dessas lesões estão tendinites, bursites e miosites.

Para prevenir esse triste fenômeno, existem duas vertentes que se complementam. A primeira delas está em proporcionar um ambiente de trabalho ergonômico. Isso significa a instalação de mobiliário adequado, mesas com altura ideal (inclusive já existem mesas com regulagem de altura) e cadeiras ergonômicas.

Do outro lado, está a dedicação do próprio trabalhador, que precisa parar de tempos em tempos e se movimentar. Aqui, apesar da função ser do ocupante do espaço, a arquitetura mais uma vez pode dar uma força. Em um escritório onde existem múltiplos espaços para trabalhar, é mais fácil fazer com que o usuário se locomova. Se antes ele tinha apenas a sua mesa fixa de trabalho, hoje ele pode trabalhar na mesa, na bancada, no sofá, na sala de reuniões, na cabine e no refeitório. E, assim, se movimentar ao longo do dia.

Este é um exemplo de espaço corporativo que estimula o movimento. No projeto – montado com mobiliário da RS Design – temos bancadas tradicionais com cadeiras ergonômicas e ao lado temos sofás, pufes e poltronas.

Para que o arquiteto consiga entender quais são as “dores” da empresa e, assim, propor as melhores soluções, é necessária uma integração profunda com a companhia. Conhecer o espaço, entender o core business da marca e acompanhar a rotina dos profissionais. Tudo isso, torna possível a melhor compreensão das necessidades e dos desejos, fazendo com que a arquitetura seja parte integrante do bem-estar das pessoas, e por consequência, do resultado do negócio.

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