Iluminação natural e sua relação com o bem-estar no trabalho

Portrait of Businessman at Window 4


Em um post recente aqui do Espaço do Arquiteto, falamos sobre a relação entre a arquitetura e o bem-estar no trabalho. Citamos, inclusive, que o Brasil ocupa uma posição interessante no ranking geral do bem-estar do trabalho, uma pesquisa realizada anualmente pela Edenred-Ipsos (caso não tenha lido esse post, clique AQUI para ler). E não temos como falar em bem-estar sem adentrar as questões referentes à iluminação.

Iluminação, dentro de um projeto corporativo, é uma das vertentes do que podemos chamar de “estratégias ambientais”. Aliada a personalização, elementos naturais, cores, privacidade, ergonomia e composição do espaço, a iluminação exerce um grande peso no ambiente para que ele seja, de fato, confortável e aconchegante.

Um estudo publicado no JournalofClinicalSleep Medicine e divulgado pela revista Exame, afirma que “funcionários que desfrutam de mais luz (especialmente luz natural) durante o dia têm maior probabilidade de serem mais saudáveis e de manterem o bom humor”. Assinando o estudo, o diretor do Centro de Transtornos do Sono do Hospital Memorial Northwestern, PhyllisZee, disse: “a luz também pode afetar o metabolismo e a eficiência de como seu corpo utiliza o alimento, o que pode ser importante para o peso”.

Tendo todo esse conhecimento, é dever do escritório prover a melhor iluminação para que seus funcionários se mantenham saudáveis, atentos e acima de tudo produtivos. É uma via de mão dupla, pois ao prover saúde, a empresa também colhe seus frutos.

A Leesman, empresa londrina que trabalha para decifrar como o ambiente de trabalho pode contribuir com as organizações, afirmou, com base em suas pesquisas que desde 2010 vêm entrevistando profissionais de 67 países, que 75,8% das pessoas afirmam que a luz natural é importante para eles no dia a dia. Assim, a iluminação natural se posiciona como um dos itens que mais influencia a satisfação profissional.

Mas, aqui, temos um ponto que precisa ser debatido: sabemos que muitos espaços corporativos, principalmente em grandes prédios comerciais das megalópoles brasileiras, contam com salas e departamentos inteiros sem janelas. Como reverter essa situação, se o sol não consegue chegar a todos os funcionários?

“Quando criamos um projeto luminotécnico em um ambiente que não possui iluminação natural, devemos mesclar tipos de iluminação com o objetivo de obter o maior conforto”, comenta Daniel Szego, sócio da SZK Arquitetura. “A luz natural tem, como característica, uma luz difusa e com tom amarelado. Dessa forma, devemos iniciar o planejamento da iluminação com luminárias que possibilitam uma luz difundida como, por exemplo, plafons, sancas de luz, luzes de tambor entre outras”, indica ao afirmar que esse conjunto de luzes forma a iluminação principal do ambiente, o que proporciona a sensação de conforto e diminuição da sombra.

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A composição do projeto de iluminação dos espaços também prevê a inserção de luzes decorativas e funcionais que, segundo Szego, “podem ser feitas com luminárias focadas em cima de balcões que precisem de iluminação mais intensa ou em elementos decorativos como plantas e quadros”. É assim, mesclando luzes diversas, que o arquiteto atinge um efeito de aconchego e bem-estar para quem utiliza o espaço.
Por fim, é preciso estar atento à iluminação antes mesmo de iniciar o projeto de mobiliário, pois quando o espaço tende a ser mais escuro, com menos entrada de luz, escolher móveis mais claros pode contribuir grandiosamente. Além disso, se há muita incidência solar, é interessante optar por superfícies que refletem menos. Ou seja, a iluminação é a vertente estratégica que deve ser analisada e pensada em primeiro lugar.

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