A evolução da cultura corporativa e os impactos nos ambientes de trabalho

Nesse projeto desenvolvido com mobiliário da RS Design é possível notar que pequenas mudanças estruturais podem causar grandes efeitos. No caso, a sala de treinamento foi alterada para envolver uma mini arquibancada, mesas de debate e bancadas mais altas.

O Linkedin publicou recentemente um documento intitulado “Tendências globais de talentos 2022 – A reinvenção da cultura corporativa” e, dele, podemos extrair insights para o nosso mercado além de compreender como essa cultura vem mudando com o passar dos anos.

O material afirma que a cultura corporativa passa, hoje, por um momento decisivo, já que está sendo redefinida graças à pandemia de covid-19 somada às tendências de automação e a ascensão dos trabalhadores mais jovens na força de trabalho. Assim, relata que os profissionais passaram a fazer mais exigências de liberdade para trabalhar, exigindo atenção e cuidado com o bem-estar e a saúde como um todo.

É preciso destacar que não vivemos mais o tempo em que a inclusão de mesas de jogos e a liberação de guloseimas ao longo do expediente são consideradas estratégias de bem-estar. Hoje em dia é preciso ir muito mais fundo nesse cenário para que o trabalhador reconheça, de fato, o empenho da empresa em garantir sua qualidade de vida.

A fim de compreender como está a atual cultura corporativa, o Linkedin conversou com dezenas de líderes de talentos ao redor do mundo, realizou pesquisas pela sua plataforma própria e chegou a um relatório bastante interessante que pode ser acessado AQUI.

Um dos pontos altos do relatório está na linha evolutiva da cultura corporativa. Selecionamos, então, alguns marcos que remetem à cultura das empresas e aos seus ambientes construídos.

1950 – Hierarquias rígidas definiam os formatos dos locais de trabalho. Enquanto os funcionários atuavam em locais abertos, os chefes tinham suas próprias salas individuais e praticamente inacessíveis.

1970 – Houve um certo relaxamento dos códigos de vestimenta permitindo que as pessoas começassem a expressar mais a sua individualidade.

1990 – Com uma drástica mudança estrutural, foram implementados os claustrofóbicos cubículos criados com o intuito de manter as distrações longe dos trabalhadores.

2000 – Com o boom das startups, houve uma revolução nos ambientes de trabalho. Os empregadores passaram a oferecer regalias que iam desde guloseimas gratuitas durante todo o dia até mesmo massagens e casulos para cochilos ao longo do expediente. Os cubículos foram eliminados, e as plantas abertas ganharam espaço para incentivar a colaboração entre os pares.

2020 – Chegamos à cultura corporativa voltada ao ser humano, momento em que trabalhadores começaram a cobrar preocupações com o bem-estar e a saúde. Para isso, as empresas tiveram de ajustar seus métodos de trabalho e seus ambientes.

Até mesmo a sala de almoço e convivência pode ofertar diversidade de espaços, como nesse ambiente projetado com mobiliário RS Design envolvendo bancadas altas, bancadas compartilhadas e espaços mais individualizados.

Depois de entender a evolução da cultura corporativa, o documento traz capítulos específicos sobre: flexibilidade, bem-estar e a grande reestruturação. Conclui, então, que as empresas que reinventarem a forma de trabalhar (e isso diz respeito tanto à rotina dos trabalhadores quanto a ofertar um espaço e estrutura adequados para esses novos formatos) sairão na frente.

Diante disso tudo, notamos que vivemos um momento de reestruturação no qual arquitetos e designers têm um papel muito relevante de colaboração com as corporações que entendem a necessidade de mudança e querem investir em alterações funcionais para reter talentos, garantir a saúde e o bem-estar de seus times.

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