Ergonomia física, cognitiva e organizacional para a construção de um ambiente de trabalho humanizado

Escritório da STAT SearchAnalytics, no Canadá, que pensou no fluxo de colaboradores. Crédito: Reprodução Office Snapshots

Escritório da STAT SearchAnalytics, no Canadá, que pensou no fluxo de colaboradores. Crédito: Reprodução Office Snapshots

Você já ouviu falar sobre os diferentes tipos de ergonomia? Pois saiba que hoje, o mercado de arquitetura, construção e decoração enxerga na ergonomia questões que vão muito além da anatomia humana. Quando nos referimos à arquitetura corporativa, que é a grande responsável por garantir o bem-estar das pessoas em um ambiente no qual elas passam praticamente 1/3 de suas vidas, precisamos observar a ergonomia física, a cognitiva e a organizacional.

Toda a preocupação em criar um ambiente capaz de considerar, em primeiro plano, a relação e a interação do homem com seu local de trabalho já é inerente a quem está habituado a projetar escritórios e empresas. E é claro que, para isso, é preciso conhecer mais a fundo o funcionamento do corpo humano. Porém, ir mais longe é fundamental. É preciso observar o todo e conhecer, além da dinâmica física, a forma como as pessoas se relacionam e interagem.

Paralelamente à chegada dos conceitos de neuro arquitetura enfatizados nas últimas postagens do Espaço do Arquiteto, é necessário mergulhar em definições ainda mais específicas capazes de ampliar a preocupação com o conforto, a segurança e a eficiência elevando-a a níveis além do material. Ferramenta indispensável para a concepção dos projetos, a ergonomia vem se desdobrando nestas três subáreas.E buscar explicações mais precisas é o que leva ao entendimento mais amplo do que isso significa.

 

Crédito: Freepik

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Enquanto a ergonomia física está diretamente relacionada à anatomia humana e a estudos antropomórficos, fisiológicos e de biomecânica, sendo a área responsável por estudar a postura, o manuseio de materiais e equipamentos, a repetição de movimentos e possíveis distúrbios por eles causados, a ergonomia cognitiva tem uma relação ainda mais profunda com a tão falada neuroarquitetura. É o setor que estuda os processos mentais, a memória, o raciocínio e a resposta motora como reflexo das interações entre o ser humano e o sistema. É a ergonomia cognitiva que mergulha na busca pela compreensão do estresse causado pela relação do homem com o mundo.

a ergonomia organizacional está vinculada à otimização dos sistemas sociais, interferindo nas estruturas empresariais, políticas e na cadeia de processos que envolvem todo o escopo corporativo.

Todo o estudo da arquitetura evolui de forma bastante rápida. Hoje, os ambientes corporativos planejados levam em consideração muitas vertentes a mais do que consideravam há 30 anos. Não basta pensar na melhor iluminação, na altura perfeita do mobiliário e na paleta de cores se não pensar, também, no fluxo das pessoas, no bem-estar coletivo, e na vida humana além daquela que se convive durante o horário de expediente. Pensar o todo é o segredo para a criação de um espaço humanizado capaz de transformar, para melhor, a dinâmica e as rotinas das empresas.

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