Cuidados com a acústica nos escritórios fechados

Hoje em dia é possível trabalhar com ladrilhos que ajudam na estética do ambiente ao mesmo tempo em que contribuem com a absorção acústica. Peças como essa, do catálogo da RS Design, são ótimos revestimentos para as salas de reunião.

O open space ganhou notoriedade e vem sendo a opção de muitas empresas que estão se instalando no país. Porém, muitos dos espaços corporativos disponíveis no Brasil são mais tradicionais e antigos, ou seja, repletos de paredes que nem sempre podem ser removidas para a criação de um plano aberto. Já falamos sobre o projeto acústico do open space, mas como fica o conforto sonoro nesses locais mais fechados? Vamos às dicas!

O primeiro ponto que precisa ser observado é o drywall. Tão usual e prático para fazer as divisões dos espaços, o drywall nada mais é do que uma grande placa de gesso. Mas nem todas são iguais. O primeiro ponto de atenção está no fato de que o fabricante deve indicar qual o índice de isolamento acústico que aquele produto oferece.

Esse ponto é importantíssimo para o arquiteto fazer seus projetos e essa diferença existe pois são diversos os tipos de drywall existentes. Eles podem ser feitos de chapas simples, chapas duplas, podem ter ou não ter lã em seu interior. E tudo isso interfere na acústica. Especialistas dizem que para ter um bom desempenho acústico, o drywall deve ter chapa dupla com lã no meio e uma câmara de pelo menos sete centímetros.

Isso sem falar na instalação das tomadas. Muitos executores acabam fazendo um buraco único de um lado para o outro da parede instalando as tomadas embutidas na mesma direção. Mas isso traz uma perda enorme do isolamento. Sempre lembre o executor de fazer uma tomada pelo menos 40 centímetros distante da outra. Ou que opte por tomadas externas, de sobrepor.

Passada a questão do drywall, chegamos a um outro ponto muito comum em escritórios e prédios mais antigos: divisórias. Muitas salas são compostas por divisórias que correm em trilhos e permitem que o espaço seja ampliado ou reduzido. Mas essas divisórias também têm peso muito grande no conforto acústico e precisam ser bem pensadas, planejadas e instaladas. Isso porque folgas e falhas de instalação podem fazer com que as placas fiquem afastadas umas das outras, impedindo a vedação de luz e de som.

Há, também, as divisórias de vidro. Nesse caso, os acabamentos precisam de atenção e tudo deve ser considerado para o conforto acústico. Como está a junção da divisória com o teto? Tudo está bem vedado e instalado?

Outro ponto que precisa de atenção é a instalação das paredes quando o prédio tem pele de vidro. A parede diretamente no vidro não ajuda na vedação acústica e, nesse caso, o melhor é conseguir fazer com que a parede seja acabada justamente na esquadria desse vidro. Essa ação pode interferir no espaço das salas, mas com certeza é importante para o conforto acústico.

Saindo do contexto das paredes e indo para o teto, falar sobre os forros também é importante. Além de apostar em forros absorventes (bem como já mencionamos nos espaços abertos), é importante entender como esse foro comporta as instalações que passam por dentro dele, pois sabemos que a tubulação do ar-condicionado e toda a parte elétrica estão dispostas ali.

O problema é que quando há ar-condicionado central, as grelhas por onde o ar refrigerado sai também transmitem os ruídos de um lado para o outro. Assim, o melhor é garantir que toda a tubulação passe pela área de corredor do escritório, e não por cima das salas de reunião por exemplo. A tubulação vem pelo corredor e somente entra na sala para dissipar o ar. Isso fará com que o ruído seja restrito ao corredor. O mesmo acontece com as conexões elétricas.

Por fim, chegamos às salas de reunião e de videoconferência. Aqui não basta ter isolamento acústico no teto, ter uma boa vedação nas divisórias, e um drywall de qualidade. Para que as chamadas possam ocorrer de forma confortável tanto para o emissor quanto para o receptor que está do outro lado da tela, muitas vezes é necessário trabalhar com materiais absorventes também nas paredes. Assim o espaço será excelente para quem está dentro e, também, para quem está fora.

Para finalizar, é preciso lembrar que todo o projeto acústico de ambientes corporativos conta com soluções diversas que atendem às diferentes necessidades de cada empresa. Portanto, se você não viu o nosso post explicativo sobre o tema tampouco chegou a ler nossas dicas para a melhor sonoridade em escritórios open space, clique AQUI e AQUI pois, com certeza, muitas das soluções apresentadas podem auxiliar na construção de projetos diversos para ambientes corporativos.

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