Conheça algumas tendências tecnológicas na arquitetura dos escritórios pós-pandemia

Não é mais possível fugir da tecnologia nos escritórios; de sensores de presença para evitar o toque em interruptores à conexão de alta velocidade em qualquer ambiente

A pandemia covid-19 causou grandes transformações no mundo dos negócios: muitas empresas fecharam e a força de trabalho começou a realizar seu ‘ganha-pão’ remotamente. A mudança foi tão impactante que as organizações não conseguirão mais voltar ao que eram antes. Chega a hora do trabalho híbrido e, para sair da crise, essas corporações sabem que precisarão se reinventar para um novo normal, em que o uso da tecnologia se torna indispensável (e se você ainda não leu nosso post sobre The Smart Office, clique AQUI para conferir).

Vislumbrar uma arquitetura onde será necessário pouco contato físico, mas muitas interações, só é possível com a incorporação de tecnologias já bastante em uso em outras áreas. Por exemplo, comandos de voz utilizados nas interfaces residenciais e domésticas. Análises do Grupo Gartner anteriores ao coronavírus destacam que em 2023, um quarto das interações funcionários/softwares será baseada em comando de voz. Uma grande diferença quando comparado a um começo tímido de apenas 3% em 2019.

Antigamente a tecnologia com o uso de sensores era usada para mapear a subutilização dos espaços. Hoje esta tecnologia pode ser utilizada para o fim oposto: temos o distanciamento oportuno? Temos áreas de congestionamento? Segundo artigo publicado pela Archdaily, em um modelo de trabalho “coreográfico”, onde as pessoas estarão espalhadas em diversos contextos de trabalho, será comum o uso de dispositivos de mapeamento, interfaces digitais, visualizações em tempo real e até holografias como soluções incorporadas à arquitetura que ajudarão as pessoas a se sentirem mais envolvidas e próximas nas interações.

Como as transações online misturadas ao trabalho presencial serão a nova norma, é possível perceber que o papel do arquiteto especializado em design de escritórios também se transformará. Na verdade, evoluirá. Esses profissionais passarão a atuar como consultores de gestão interna e tomarão parte nas decisões de negócios.

Os escritórios precisarão estar completamente adaptados à era tecnológica, e isso tem impacto na forma como eles são desenhados e projetados. A digitalização de negócios também vai acelerar. Agora que mais transações são realizadas online, as empresas devem intensificar seus esforços de digitalização e, para isso, será preciso repensar a experiência dos trabalhadores daquele local e, mais especificamente, a sua jornada. E os profissionais de design de escritórios precisarão estar conectados com os gestores para entender essas novas jornadas.

As mudanças rápidas que ocorreram com a pandemia foram imprevisíveis, mas agora o importante é se adaptar a uma nova normalidade e continuar os esforços de transformação. A arquitetura voltada para o design de escritórios, com uma abordagem orientada nos resultados, não só ajudará as organizações a se reinventarem, como também acelerará a sua recuperação.

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