Conexão, colaboração e comunidade: palavras que representam projetos modernos

Cores e formas, como nesse projeto da RS Design, formam um ambiente moderno e atraente

Sem mistérios, temos uma seleção de três palavras iniciadas com a letra C que contribuirão (e muito) com o desenvolvimento de um projeto arquitetônico corporativo moderno e que atende às necessidades e desejos dos profissionais que circulam entre as empresas mais antenadas do país: Conexão, Colaboração e Comunidade.

Vamos falar um pouquinho mais sobre cada uma delas!

Conexão

O mundo moderno é um mundo que gira em torno da conexão digital. As pessoas estão a cada dia mais conectadas, mais interligadas. Primeiramente, esse perfil de conexão se deu pelo computador que, com uma conexão à Internet, aproximou pessoas e encurtou distâncias. Hoje esse contato já se dá de forma móvel graças aos smartphones, altamente popularizados. Porém, chegamos à era dos wearabledevices, termo tecnológico que está a cada dia mais presente na vida dos brasileiros.

Na tradução livre para o português, wearabledevicessignifica dispositivos vestíveis. Ou seja, equipamentos que permitem que estejamos conectados mesmo sem a presença de um celular ou computador. Hoje temos os smartwatches que trabalham até mesmo com o monitoramento da saúde; as pulseiras inteligentes que nasceram também com esse propósito; o Google Glass, que ainda não caiu no gosto popular, mas está sendo aprimorado; e até mesmo eletrodomésticos (que apesar de não serem “vestíveis” também integram a categoria).

Isso significa que o ambiente corporativo precisa de investimento em infraestrutura para suportar tantas conexões diariamente. Além de oferecer muitas tomadas em todos os espaços que são utilizados pelo time (para que eles possam carregar seus dispositivos enquanto a tecnologia não nos leva a uma rede elétrica wireless), é preciso garantir conexão de qualidade em todos os cantos do escritório.

Colaboração

Já falamos algumas vezes aqui no Espaço do Arquiteto sobre o poder da colaboração. Mencionamos, inclusive, uma pesquisa da Deloitte que afirma que em espaços colaborativos, 73% trabalham melhor, 60% são mais inovadores e 56% ficam mais satisfeitos. São números que compravam a teoria de que é preciso apostar na construção de ambientes corporativos que promovam a colaboração entre os pares.

Como isso pode ser pensado do ponto de vista do designer e do arquiteto? Menos salas individuais e mais espaços coletivos, promoção dos pontos de colisão para garantir que qualquer espaço de interligação entre departamentos seja bem aproveitado e incentive o contato; e criação de espaços mais flexíveis para que todos tenham poder de escolha.

Comunidade

O ser humano depende do contato com o outro. Palestrante do TED, Robert Waldinger disse, certa vez, que “bons relacionamentos nos mantêm mais felizes e saudáveis” e que “uma boa vida se constrói com boas relações”. Observar o ambiente corporativo como um organismo vivo é um ponto de apoio para a criação de um espaço agradável e que represente o que a comunidade espera. Enxergar o espaço como uma cidade que se movimenta, também.

O conceito de comunidade complementa o conceito de colaboração. A vida em comunidade é aquela que envolve todos os âmbitos. Os colegas de trabalho não devem apenas se enxergar como profissionais que oferecem seus serviços para uma empresa. Mas devem criar laços de amizade. Para isso, a instituição de espaços de lazer dentro da empresa é um ponto de vantagem. Muitas companhias têm apostado na criação de espaços para prática de atividades físicas, para jogos e para bate-papos mais descontraídos. Isso promove o vínculo e, consequentemente, aumenta as chances de a empresa aderir ao conceito de comunidade.

Estar atento à essas três palavras é um primeiro passo para a criação de um projeto de arquitetura corporativa que atende às novas demandas da sociedade. As soluções são inúmeras e diversas. Sempre há uma ideia que se adapte tanto à cultura da empresa para qual o arquiteto está projetando, quanto ao orçamento disponível e ao espaço físico escolhido para a montagem.

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