Agora é certeza: o trabalho será híbrido e é preciso mexer no layout dos escritórios

Espaços colaborativos são cada dia mais solicitados nos ambientes corporativos. Com a pandemia e o isolamento forçado, as interações profissionais ganharam ainda mais importância.

A pandemia de covid-19 segue em curso, porém com melhores percepções graças à vacinação. Se há alguns meses nós tentávamos compreender como seria a reocupação dos espaços corporativos, hoje temos muito mais certezas. Um estudo conduzido pela GreatPlacetoWork, por exemplo, aponta que entre todas as empresas que participaram da pesquisa, 78% já definiram que o modelo de trabalho pós-pandêmico será híbrido.

Isso significa que os colaboradores trabalharão alguns dias da semana em casa e outros no escritório. Dessa forma, é inevitável que os ambientes sofram algumas mudanças, principalmente aqueles mais tradicionais e que apostavam a maior parte de seu espaço em postos fixos de trabalho.

Fernando Forte, do escritório FGME, afirmou em entrevista ao podcast Projetualidades, da Casa Vogue, que já é possível perceber reais mudanças nos prédios de escritórios. “Vemos mudanças grandes que já vinham sendo impulsionadas pelo Vale do Silício e que se intensificaram na pandemia como a inclusão de áreas de convivência, de integração, áreas verdes, sustentabilidade e uma relação diferente com o espaço público”, disse.

Essas mudanças são muito encabeçadas pela neuroarquitetura e a biofilia, dois temas constantes aqui no Espaço do Arquiteto e que mostram os impactos que o ambiente construído tem sobre os seres humanos e como o contato com a natureza melhora os índices de saúde e bem-estar.

Nesse projeto idealizado com mobiliário da RS Design, temos boas aplicações de conceitos da neuroarquitetura e da biofilia.

Pensando na necessidade de construção de espaços colaborativos – principalmente nesse momento de retorno após longos períodos de trabalho isolado – é bacana observamos o que diz um estudo conduzido em Paris (França) onde foram analisados os comportamentos de pessoas que desenvolveram suas atividades em um espaço de trabalho colaborativo voltado a empresários locais. Com o foco de aproximar pessoas e promover o empreendedorismo, o local de 600m² em modelo open space foi ecologicamente projetado e dividido em três escritórios. Além disso, há salas de reunião, espaços de convivência, cabines para encontros mais informais entre até três pessoas, cozinha (com um ponto de café, estratégico para encontros entre os ocupantes) e até mesmo uma horta.

O que o estudo conclui é que esse espaço colaborativo acaba contribuindo com processos de aprendizagem conjunta entre os integrantes, promovendo interação forte e troca de experiências. É um local capaz de criar boas relações de trabalho. Algo que muitos colaboradores sentiram falta durante o isolamento da pandemia.

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