Equilíbrio entre espaços abertos e áreas privativas no escritório

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Há uma tendência, em empresas de diversos tamanhos e setores, de aderir ao espaço aberto (open space). Nele, não há mais paredes.  O objetivo é fazer as equipes atuarem mais juntas e interagirem com mais facilidade.

Essa forma de trabalhar ajuda a diminuir a sensação de hierarquia dentro da organização e a melhorar a interação entre liderança e colaboradores. Embora esse diálogo possa ser produtivo e motivar os profissionais, nem sempre os espaços abertos funcionam.

Ambiente aberto ou fechado?

Os escritórios abertos ampliam o campo visual das pessoas, transmitem uma comunicação de transparência e agilidade na resolução das questões do dia a dia. Também eliminam, em grande parte, a formalidade dos processos, pois nem tudo precisa de reunião.

Outra grande vantagem é o compartilhamento das “boas práticas”, uns aprendendo com os outros – todos juntos. Nesse tipo de ambiente, o sentimento de “fazer parte” de um time é muito forte!

E tem ainda a questão de investimento, um escritório sem paredes ou baias é mais barato e comporta um número maior de pessoas do que os espaços compartimentados.

A questão é que o barulho pode colocar todos estes conceitos em cheque.

Muitas vezes, a falta de bom senso das pessoas pode ocasionar reuniões na beira da mesa e o barulho pode atrapalhar bastante. Quando junta um grupo de pessoas, sem que ninguém se dê conta, a conversa atinge um volume alto. Às vezes é necessário um treinamento (entenda-se “puxão de orelha”) para o pessoal entender que o colega ao lado pode estar tentando se concentrar.

Embora os ambientes abertos tenham trazido bons resultados, principalmente para empresas que envolvem um trabalho criativo, há estudos que sugerem que essa não é a melhor escolha se eles não forem bem projetados.

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Ambiente aberto separado de outra área por Divisórias de Vidro da RS Design, que permitem a amplitude visual com conforto acústico. Crédito: RS Design.

De acordo com a Pesquisa de Local de Trabalho de 2016 da Gensler, 67% dos profissionais do Reino Unido dizem que estão muito exaustos, ao final do trabalho, por não terem um ambiente adequado para atuar.

Dentre os 8 milhões que trabalham em escritório no estilo aberto, a pesquisa relata que muitos ambientes não são planejados e acabam deixando a situação complicada para o colaborador. Com isso, eles concluem que para ser eficiente em um escritório aberto, não é só tirar as paredes. É necessário ter um bom projeto, para que o fim das paredes realmente traga resultados positivos.

É importante estimular o trabalho colaborativo, respeitando o privado!

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Ambiente privativo, fornecido pela RS Design para trabalho mais focado. Crédito: RS Design.

Além disso, é preciso ter um cantinho de refúgio, no qual a pessoa consiga se concentrar sem ser distraído. Segundo o artigo “Workshift: The Death of Dolly, Dilbert and Doctor No”, da Dra. Nicola J Millard, em ambientes abertos, sem um projeto adequado, as pessoas acabam sendo incomodadas a cada 3 minutos. Com isso, acabam não servindo para a maioria das áreas.

Há momentos em que o colaborador precisa se concentrar, pensar em algo, analisar ou digitar uma planilha, fazer o fechamento do mês na área contábil, entre outros serviços que requerem silêncio e concentração. Como fazer isso se a sala é cheia de pessoas interagindo? É para evitar problemas nesses setores que um projeto bem elaborado irá considerar o equilíbrio entre espaços abertos e áreas privativas no escritório.

O que fazer então?

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Escritório open space com área privativa ao fundo. Apresenta área mais descontraída para encontros mais informais entre as equipes. Mobiliários da RS Design.

A dica é sempre a elaboração de um projeto corporativo, com muito estudo da necessidade da empresa, sua cultura e perfil dos profissionais.

Pode se oferecer espaços abertos, bem projetados para que o ruído não seja um problema.

Existem diversos recursos para amenizar esta questão do ruído, como produtos de acústica (atualmente existem inúmeras soluções no mercado), treinamento da equipe e principalmente mobiliário e projeto adequados que podem considerar diversos tipos de ambientes flexíveis, para que cada profissional escolha onde quer trabalhar em determinada tarefa do dia. Tudo bem alinhado com a cultura de cada empresa!

Muitas empresas estão adotando a mesclagem de áreas coletivas com espaços privativos. Assim, a equipe atua na área aberta. Porém, quando precisar tratar de um assunto mais reservado, fazer uma ligação importante ou simplesmente ficar mais concentrado, conta com salas à prova de som para usar e focar na atividade.

A RS Design é especialista em projetos de mobiliário corporativo conforme o “seu tipo de negócio”. Entre em contato conosco e faça um orçamento totalmente personalizado!

Fonte: Revista Época Negócios Fev/19 – matéria: Bem-Vindos ao “Office-Home”

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